Excel XP: Marfulíndia 1.0 - Download
Excel XP: Marfulíndia 1.0 - Cap. 02: Onde tudo começou.
- Há 20 anos, Marfulíndia trabalha na mesma empresa.
O dono, Doutor BentiAltas, tem nela o seu braço direito. E foi nesse
emprego que Marfulíndia economizou, mês a mês, o dinheiro para
comprar o apartamento. Um dos seus orgulhos. E por que não, outro filho seu.
- Em 95, Doutor Bentialtas adquiriu um
computador e um pacote de programas chamado Microsoft Office. Era
a solução, conselho de quem entendia, para organizar melhor as fichas de
clientes, que inundavam o escritório.
- Marfulíndia é
desorganizada. Nada disso. Porém, o doutor percebeu que se a empresa
continuasse crescendo, a sua secretária favorita ficaria em maus lençóis.
E isto era tudo o que ele não queria. Aprendeu a confiar e acreditar em
Marfulíndia. Transformou-a no seu braço direito. E não poderia ficar
sem ela.
Contatos imediatos.
- O primeiro contato de Marfulíndia com o computador
não foi lá aquela coisa. Você pode adivinhar. Mas, com o tempo, tudo mudou.
Principalmente, quando ela conheceu uma tal de dona Excel. Aí, os
olhos de Marfulíndia vibraram. O encontro foi emocionante. Você já
viu olhos vibrarem ? Se já, sabe do que estou falando.
- Marfulíndia digitou os dados de todos os clientes numa
pasta Excel. Tudo milimétricamente medido.
- Para cada letra do alfabeto, Marfulíndia criou uma
planilha. A primeira planilha corresponde à letra A, a 2ª. à
letra B e assim por diante.
- Renomeou e formatou as planilhas sistematicamente.
Ficaram igualmente iguais. Pareciam irmãs gêmeas. A largura da coluna
Nome da planilha A era a mesma das planilhas B, C,
etc., etc. É, jovem internauta, você não poderia esperar outra coisa de
Marfulíndia.
- As planilhas eram o orgulho deste terremoto em formato
de ser humano. Quando abria a pasta Excel, o ambiente mudava.
Marfulíndia enchia-se de orgulho como uma mãe ao falar dos seus filhos.
Os olhos brilhavam, os lábios sorriam e o peito de pomba surgia
( e qui peitos ! ). Êta, ferro ! Orgulho pouco é bobagem.
IRC ! UÊPA !!
- Num belo e tranqüilo domingo, estava eu descansando em casa,
brincando com o meu site, quando toca o telefone. Adivinhe !
Quem cê acha qui era ? ! Era ela !!
- Com a voz ofegante, não pelo cansaço, mas pela ansiedade,
perguntou-me: Cê vai ficá aí ?
- À minha resposta afirmativa, seguiu-se do outro lado o
batido do telefone. Na minha cara. Pensei: algo aconteceu. E grave !
- Passados alguns minutos ( que pareceram uma eternidade,
afinal, o que acontecera ? ), Marfulíndia chega ao meu apartamento.
Abro a porta e sem me cumprimentar ( a coisa tava brava ), vai logo dizendo
com ar grave: Cê precisa me ajudá.
- Sem me dar um segundo para responder, dirige-se para o
meu quarto e mira o computador como se fosse a tábua da salvação.
- Calma, Marfulíndia, calma, mas nada disso adiantou.
É... o Reino Encantado de Marfulíndia sofrera um atentado ! Uau !
- Virge !!!
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27/06/2010 - www.ricardohorta.net - Direitos adquiridos - Autor: Ricardo Horta